O nome disso é cansaço!

Na rotina de muitas mulheres, a exaustão se disfarça de ausência. O que parece desinteresse é, na verdade, o corpo e a mente sinalizando o esgotamento de recursos internos, acumulados ao longo de dias, meses ou até anos em que se acreditou ser necessário dar conta de tudo.

Essa fadiga não nasce do acaso: ela é resultado de expectativas sociais silenciosas, do excesso de papéis assumidos sem trégua e da falta de espaço legítimo para simplesmente pausar, respirar e se reconhecer para além das funções que desempenha.

Não se trata de falta de força, mas da sobrecarga contínua de demandas que parecem nunca ter fim.

Exaustão não é falha pessoal. É um limite humano. Reconhecer isso é o primeiro passo para interromper o ciclo que cobra sempre mais, enquanto entrega cada vez menos clareza, presença de si e bem-estar genuíno.

O descanso não é ausência de valor, mas sim um ato de preservação.

Saúde mental é, sobretudo, a arte de sustentar-se antes de sustentar o mundo — e permitir-se existir inteira, não apenas funcional.

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