Maternar é um ato de coragem. Não maternar, também

Maternar é, sim, um ato de coragem. É lançar-se no desconhecido, abrir espaço para um amor que transborda, mas que também cobra. É se colocar como porto seguro de alguém que depende, profundamente, da sua presença, escuta e entrega. É acordar todos os dias com dúvidas, culpas e a sensação constante de não dar conta e, ainda assim, seguir.

Mas o que pouco se fala é que não maternar também exige coragem.

Coragem para enfrentar julgamentos, para se olhar com honestidade e dizer: “Esse papel não me cabe, não agora, talvez nunca.”

É romper com expectativas sociais, familiares e culturais que romantizam a maternidade como destino obrigatório. É respeitar os próprios limites, a própria história e fazer escolhas conscientes, mesmo que solitárias.

A sociedade cobra demais de quem é mãe e julga com a mesma intensidade quem escolhe não ser. Como se houvesse um único caminho certo, como se a realização da mulher estivesse, necessariamente, atrelada à maternidade.

Mas existem muitas formas de amar, cuidar e deixar marcas no mundo e nem todas passam por gerar ou criar filhos.

Ambas as decisões carregam pesos e consequências. Ambas exigem responsabilidade, escuta interna e força para sustentar o que se escolheu ou o que a vida impôs.

No fim das contas, a coragem está em ser fiel a si mesma, mesmo quando isso vai na contramão do que esperam de você.

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